
Brilha
Olhem que lindas são as estrelas. Têm luz própria? Não têm. Olhem que linda é a lua. Todo o seu brilho é ela que o produz? Não é. Olhem o ser humano como pode brilhar. Com luz própria. Porque não brilha? Porque o medo não o deixa brilhar. Porque a raiva não o deixa brilhar. Porque a inveja, o ódio e até a timidez não o deixam brilhar. E quando eu falo em brilhar, falo do brilho verdadeiro, puro, com sentimento. Pode até mesmo ser um brilho doado voluntariamente por outro. E porque todos esses sentimentos inferiores atormentam e atentam o ser humano? Para marcar a diferença. Porque, na verdade, os seres humanos não são todos iguais. Porque, na verdade, os seres humanos estão em graus evolutivos diferenciados. Porque, na verdade, o ser humano precisa do negativo para pensar positivo. Precisa da desgraça do outro para se sentir motivado. Precisa de ver o outro caminhar curvado para endireitar as suas próprias costas. E não pensem que a diferença está aí para punir. Não. A diferença está aí apenas para ser interiorizada e servir de alavancagem para aqueles que têm força e vontade de se diferenciarem pela positiva, seja qual for o seu grau de evolução. Brilha muito, ou brilha pouco. Brilha com luz própria ou emprestada. Brilha. Brilha para ti. Brilha para iluminares os outros.

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