
A Vela
Hoje gostaria que acendesses uma vela e fixasses o teu olhar na sua chama. Repara como a sua quase total imobilidade pode ser perturbada por uma qualquer ligeira corrente de ar ou até por uma mudança de energia que tu não sentes mas à qual ela é sensível. Vê como agora se contorce e vai derramando a cera em forma de lágrima. Digamos que parece que passou da paz de espírito à agonia. Contudo, uma coisa é certa, independentemente da sua quietude ou frenesim desesperado, a chama sempre continuará a iluminar e a queimar. Se analisares bem, a tua vida pode ser comparada à chama da vela: às vezes é tranquila, tudo está no lugar certo e flui bem. Não existem movimentos bruscos ou inesperados. Outras vezes, porém, ela faz-te bailar ao som de uma música que odeias ou faz-te contorcer de dor ou de raiva. Nada flui, tudo estagna, sentes-te perdido e desanimado. Acontece que a vida é mesmo assim e, no fundo, são os momentos menos bons que mais a enriquecem, que mais depressa te levam para onde tens de ir, para onde és esperado. Por isso, recorda-te da história da vela e sempre que estiveres atravessando uma fase conturbada, aproveita-a para queimares o que não mais te enriquece ou o que não mais te é útil, bem como para te lembrares que continuas a ter o poder de iluminar a tua vida e a dos outros.

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